sábado, 17 de abril de 2010

Superação Divina - Corno deprimido se salva.



Eu quando jovem era um garoto completamente desleixado quanto à minha religião. Não ia aos cultos pelo menos uma vez por semana como deveria ser, não orava antes de dormir, comer e pegar ônibus, não me batizava todo ano na piscina sagrada e não suportava as roupas que minha mãe me comprava (Tudo em lojas de grifes evangélicas).

Nessa época, eu era completamente fora de sintonia com Jesus, eu era um jovem que gostava de um pagodão e umas biritas, com 17 anos ia a rodinhas com os amigos e enchia a cara de cerveja Skol e salgadinhos fritos da dona Conceição, sempre fritos com uma adição exagerada de óleo de cozinha Soya e sal Cisne.


Certo dia estava sentado com meu amigo Olemário e sua varoa, Gislaine, degustando um autêntico Kibe com requeijão da dona Conceição e umas cervejinhas Skol, só pra passar o tempo, no dia assaltaram meu colégio então eu não fui à aula, fui pro pagodão com meus amigos.


Pagodão - refugio dos pseudo cristãos, lugar com alto teor de umbandismo.


Chegando lá, chegou minha amiga Zucleide, trazendo consigo uma garota que nunca havia visto antes na vida, ela era linda, tinha um sorriso angelical, uma face esculpida por deus utilizando das melhores ferramentas de artesanato da marca Tramontina, sem medo de exageros ou imperfeições, fez o rosto perfeito.


Seu nome era Adelaide, era uma varoa ungida do reteté que havia acabado de abater meu coração como um avião kamikaze em Pearl Harbor. Naquele momento me senti como um garotinho de 13 anos, Adelaide era uma jovem de mais ou menos a mesma idade que eu, também curtia um pagode, mas nunca havia ido a uma rodinha antes.


Zucleide deixou Adelaide sozinha em uma mesa bebendo uma latinha de Skol e eu não perdi a chance, fui ao seu encontro. Conversamos durante um tempo, conhecendo ela melhor, vi que ela era a varoa que sempre pedi a Deus pai.


Chegando em casa, fui direto ao computador, procurei no perfil do Orkut de Zucleide por Adelaide, achei. Para meu espanto, ela era espírita, mas como eu nunca fui religioso e naquela época eu tinha uma falsa idéia de que eu deveria respeitar a religião dos outros e tratá-los imparcialmente independente de sua crença.


Decidi então investir meu tempo à Adelaide, que era uma varoa tão virtuosa quanto era divertida pra mim, era como se o garotinho de 13 anos, desacreditado da crença de que papai Noel existia tivesse acabado de conhecê-lo, como se tivessem dito que Milagres não acontecem e no dia seguinte ver Cristo te curando de suas maleitas.


Completamente iludido com um amor falso (Com certeza, já que Adelaide era espírita, ela teria jogado uma praga em cima de mim para que eu começasse a gostar dela, como aqueles rituais umbandisticos de amarração que os pais-de-santo fazem, mesmo sem me conhecer ela deve ter arrumado um jeito de prender o primeiro varão solteiro que visse no local.

Certo dia, fui visitar Adelaide em sua casa, ela ainda não sabia que o efeito de seu ritual de amarração tinha funcionado em mim, mas sabia que tinha feito e me levou para seu covil diabólico. Chegando em sua casa, senti um arrepio, pois estava cheio de imagens satânicas como a de Exu caveira e de São Jorge guerreiro, alto teor de bruxaria impregnava o ambiente daquele quarto de 50m² com paredes pintadas em carmesim e chão com tacos de Pau-Marfim.


Conversamos durante horas, bebemos umas cervejas e assistimos a um filme. No final da noite, ela usando de suas artimanhas de bruxa, lançou um feitiço de hipnose em mim e perguntou se eu a amava, eu, como um zumbi babão e completamente fora de mim disse “Sim, eu amo!”. Naquele dia iniciamos um namoro, não um namoro evangélico, mas uma espécie de “Escravidão espiritual”, eu estava possuído pela entidade Pau-mandado.


Com o tempo, eu parecia feliz, mas não feliz de verdade, era só o reflexo de um dos efeitos colaterais dessa praga que Adelaide jogara em mim, eu me tornei um completo idiota, um cara que fazia tudo pra ficar com quem eu gostava, mas Adelaide só me via como mais um trouxa que caiu na sua armadilha, uma vez que a mesma tinha vários outros “namorados” e eu não sabia.


O tempo passou e Adelaide virou-se para mim e disse “Não da mais, to metendo o pé”. Onde moramos aquilo significava que ela estava cansada e precisava ir para casa, mas quando eu perguntei “Vai pra casa tirar um ronco?”. Ela virou-se e com um tom de decepção disse “To terminando contigo”.


Naquele momento fui tomado por uma ira irracional, meus olhos ficaram vermelhos em brasa e saltaram veias de minha testa. O ódio incomum que senti só havia sentido anteriormente quando eu tinha nove anos e meu irmão quebrara meu patinete de Aço Inox da marca City Speeder quando tentou mandar uma manobra radical de giro de 720° em uma pista de skate próxima à estação de Realengo.


Senti muita fúria, mas ela não removeu o feitiço, eu continuei amaldiçoado e naquele momento, só não a agredi por este motivo, é como se estivéssemos em lugares diferentes e eu simplesmente não poderia bater nela. Levantei com ódio e fui pra casa tentar esfriar a cabeça cheia de chifres.

A ira também pode ser considerada uma espécie de possessão demoniaca.

Passei noites sem dormir e pensei diversas vezes em suicídio, parava para ouvir os pagodes satânicos que notei que serviam sempre para encorajar esse tipo de atitude, pois eles sempre falavam coisas que me faziam lembrar da minha “amada” e da situação em que eu me encontrava.


Certo dia, eu estava com tanto ódio e tão depressivo, que peguei um facão de açougueiro em Aço Inox da Tramontina e escrevi seu nome em meu antebraço, soltando em seguida um grito ensurdecedor e desesperador, como o Rocky gritou “ADRIAAAAN” em seu filme.


Noites e noites de depressão eu já não sentia mais vontade de ir ao pagode e nem de ouvir mais daquela musica umbandistica, queria apenas ficar deitado em casa sofrendo com as imagens criadas por meus pensamentos.


Um dia, eu estava andando de volta para casa do meu estágio na Microlins quando avistei um cartaz que dizia “Pai Jucelino de Ogum, trago a pessoa amada em até 5 dias! Venha fazer sua oferta.”. Eu, completamente iludido fui ao encontro do pai Jucelino, chegando lá, ele disse que eu precisaria levar para ele 350 reais e um celular Motorola, ele conseguiria as coisas necessárias para o despacho.


Pai Gumercindo começou a fazer umas coisas estranhas e sem cabimento, como fumar um charuto Don Porfírio, gritar e dançar como se estivesse em uma roda de capoeira, esfregou umas ervas suspeitas em minha cara e mandou eu beber uma garrafa de whisky Johnny Walker Black Label, que me ficar tão doido que eu nem sabia o que estava acontecendo.

Black Label - bebida demoniaca.

Acordei nu em uma sargeta, o vigarista tinha roubado minha carteira e meu celular Nokia 5200, minha roupa e meu cordão de ouro 18k que carregava, também sentia fortes dores anais e estava com um estranho gosto de fezes na boca. Levantei cambaleante e fui andando até minha casa, poucas quadras de distancia do local.


A dor de cabeça me fez aprender a não confiar mais em salafrários que dizem mecher com magia negra, de fato eles mechem, mas só fazem você se ferrar. Após prestar queixa na delegacia local, descobri que nunca mais reaveria meus pertences, uma vez que Pai Jucelino já era procurado e foi visto pela ultima vez embarcando em um avião para a Irlanda.


Um dia, o telefone tocou e uma voz misteriosa no telefone disse


“Essa é uma mensagem de Jesus para você: Eu te amo!”


Quando eu disse junto ao telefone “Quem é?”, ninguém respondeu, inclusive desligaram. Liguei para um amigo meu que trabalhava como operador da Telemar e pedi para ele rastrear a chamada, dei o horário e o tempo exato de duração que foi de 9,5 segundos, ele me deu um endereço de algum lugar em um bairro tomado por ladeiras incessantes para testar a fé daqueles que buscam a salvação, chamado Ricardo de Albuquerque.


Próximo a uma casa de massagem em uma ruazinha estreita, a frente de um Dodge Charger 78 azul-celeste com uma listra branca levando do porta-malas até a ponta do carro, vi um lugar lindo! Era um templo da Igreja Internacional, um belo prédio comercial com janelas a prova de balas, refletores ligados para cima e um belíssimo letreiro em neon que dizia “Igreja Internacional, a salvação é apenas o início.”.


Entrei sem pensar duas vezes, virei para o homem da recepção e disse:


“Eu recebi uma chamada vinda daqui, ela dizia “Jesus te ama”, alguém pode me explicar?”


Naquele momento, não entendi nada, pois o recepcionista olhou pra mim com uma cara de espanto, pegou umaespécie de interfone, apertou um botão e disse:


“Pastor, o escolhido veio ao seu chamado!”


Eu, fiquei meio espantado e só pensava em correr dali, mas algo em mim, dizia para eu ficar, de repente vieram dois caras gigantes, pareciam até gorilas trajando ternos Armani pretos e óculos-escuro Ray Ban, eles me imobilizaram e utilizando de técnicas de Ai-Ki-Dô, me desacordaram, quando levantei, estava diante de um homem alto, negro de bigode, trajando um terno Armani azul marinho com risca-de-giz e um par de sapatos mocassim em couro-verniz legítimo.


O homem era Pastor Genovevo que se virou para mim e me disse diversas palavras belas e sublimes, disse que tinha algo dentro de mim que deveria ser usado em prol do trabalho divino, que tinha também algo em mim que precisava ser removido com todo o fervor do reteté.

Fervor ungido do reteté

Após essa conversa com o tal homem, notei que eu estava com as pernas amarradas com cabos de bronze e algemado com algemas de ouro 25k. O homem mandou que os Seguranças bombadões me jogassem na piscina sagrada no salão principal.


Chegando lá, tinha cerca de 45000 pessoas observando o acontecimento, me jogaram na piscina sagrada, onde afundei e fiquei por 30 minutos. De repente a piscina começou a emanar um brilho forte, como a luminosidade de 1000 sois. Eu emergi com minha fé na vida completamente renovada, não sentia mais nada por Adelaide e agora estava pronto para um recomeço, sem pagode e sem aquela mulher satânica!


Hoje em dia não sofro mais por causa dessas besteiras, me formei e tornei um respeitado Obreiro, me casei com uma varoa ungidíssima no sorteio de casais, com quem sou casado hoje em dia, recentemente nasceu meu primeiro filho e nunca mais me envolvi com esses rituais de magia Negra. Ô Glória!

6 comentários:

Anonymous disse...

Muita unção este relato. Bom saber que o jovem encontrou a Jesus a sim como eu , por uma mensagem telefonada da Igreja Internacional.

A paz , Pastor Genovevo!

Anonymous disse...

COMERAM SEU CU? OPKDSODKPASKOPKDSKOPDASOKADPSKOPDASKOPADSOKPADSOKASDPASDOKPDASOKP

Anonymous disse...

cheirinho de mentira pesada >.>

Julie' Bellamy' Turner.' disse...

Nem ligo, odeio pagode mesmo...

viva o Rock! o/

DEUS SALVE A AMÉRICA disse...

Pagode é AO Pé Da Letra "REUNIÃO DE PAGÃOS" por Tanto é Do Demonio.
Mas Já Existe O "PAGODE DO SENHOR" o Grupo SÓ PRA GLORIFICAR" é Uma Benção, Veja Como é Original a Letra Inspirada Por Deus De Seus Louvores:
SÓ PRA GLORIFICAR - LETRA:
SÓ PRA GLORIFICAR, EU NÃO FUI MAIS NA FAVELA.
SÓ PRA GLORIFICAR, NUNCA MAIS SAI NA PORTELA.
SÓ PRA GLORIFICAR, PUS A CARA NA IGREJA.
SÓÓ PRA GLORIFICAR, NUNCA MAIS FIZ AMOR COM ELA "Aquela Impia" (BIS)
SÓ PRA GLORIFICAR...

Anônimo disse...

TE COMERAM CARA? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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