quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ufólogo convertido

Pastores, me chamo Antoniel de Souza Silva mas sou mais conhecido por Tuninho. Gostaria de deixar meu testemunho de vida, dos caminhos que passei até encontrar a Igreja do Primeiro Impacto, Ministério do Azeite Quente( a Ungida!).

Minha vida , por muitas vezes , seguiu por trilhas obscuras. Até os 6 anos de idade, vivi com minha mãe , pai e 3 irmãos , em Itaberai, Estado de Goias. Éramos católicos e vivíamos de vender imagens de santos da umbanda. O ano era 1986 e me lembro que papai estava com uma disputa com uma Igreja protestante nova no local. Ele, de tanto ódio, parecia estar com o demônio no corpo: vivia nervoso e , como de costume a católicos , fumava muito e bebia até cair.Num domingo, após a missa, estavamos voltando do templo católico local . Chovia muito e papai no volante de seu caminhão -Mercedes-Bens 1113 toco, ano 1970, na cor azul-geladeira, que usávamos para entregar as imagens de São Jorge guerreiro e Oxalá - dava sinais que estava bêbado de tanta óstia com vinho e água benta ardente( ou pinga santa). A estrada estava bem escura e , de supetão, uma forte luz surgiu na frente do caminhão e fez papai perder o controle e bater. Acordei só no hostipal e fiquei sabendo que todos da minha família estavam mortos , menos eu.


Fui morar com meu tio Edivalter e minha Tia Valdete no Rio de Janeiro. Eles não tinham filhos pois minha tia , leitora de Zíbia Gasparetto, era frígida. Lá formei laços fraternos com titio Edivalter que era Flamenguista roxo e  com o tempo acabei tomando gosto pela nação Rubro-negra. Ia a todos os jogos com meu tio. Ele era fã de um jogador, um habilidoso ponta esquerda da década de 70, de nome Julio Cesar , apelido Uri Geller .Com 17 anos eu já fazia parte da jovem já tinha 'quebrado' vários bacalhau , além de fazer ganhos para as bandeironas, parar a ponte Rio-Niteroi e jogar bomba caseira na viatura dos puliça.  Tentei montar um fã clube para o Uri Geller mas nenhum dos jovens Framenguistas que eu conhecia sabia quem era aquele grande jogador.

Um dia encontrei um panfleto de uma palestra do grande Uri Geller, com vários uorquexopis estelares( na época eu nem sabia o que era isso) e episódios intergaláticos, Não perdi tempo, anotei o endereço que estava no panfleto e avisei a meu tio, que preferiu não ir. Fui sozinho mermo

Me preparei com minha camisa 10 do Zico( genérica quase-perfeita da Uruguaina) e parti de busão: o 383 passava perto. O endereço ficava no centro, era um antigo teatro usado como centro de convenções. De tão empolgado nem notei que não havia mais ninguém com a camisa do mengão por ali, só um monte de nerd com fantasias toscas de et's e camisas de Istar tréque. Já na sala da palestra em vídeo, vi aparecer  na tela um gringo muito do feio falando em inglês. Achei estranho e perguntei pra pessoa do meu lado (uma gatinha ruivinha) :

-Cadê o Uri Geller?

-Ali - respondeu a garota, apontando para o gringo na tela ao fundo.

Não era o Uri Geller do Mengão

Ela me explicou que o tal gringo era um paranormal conhecidíssimo e que gravou uma entrevista para os entusiastas de uma tal de 'Ufologia'. Trocamos o número de telefone e marcamos de ficarmos em vigília para encontrar ovni's ,mesmo eu não sabendo o que era isso, só queria conseguir um encontro com a ruivinha.

O nome dela era Isabela, ela me apresentou a seus amigos e me ensinou sobre os ET's. Foi a minha perdição.

O nosso grupo de vigília tinha 6 pessoas, nos encontrávamos 4 vezes por semana, mais ou menos, ficando em locais como a Floresta da Tijuca, casas abandonadas, terrenos baldios, isso para poder ficar só , fumando um beck com orégano e alface hidropônico, olhando para o céu procurando luzes de avião e falando que era 'nave de outro mundo'. Eles viviam só de falar sobre a 'vinda de uma civilização mais avançada' ,que nos salvaria do Demiurgo malvado, de passar trotes para a polícia e orgãos ligados a forças armadas. Líam sobre operação Prato , Et de varginha, Xico Xavier, Alan Kardec, Ramatis; Todos ali eram kardecistas e diziam que os serezinhos verdes de marte viriam nos salvar! Ninguém trabalhava , todos viviam de mesada do papai ou de vender artesanatos em feiras ripongas , camisas "Ufo" ou "I want to Believe" em convenções, cartas de Magique para nerds e etc.

Com uns 6 meses de 'ufólogo amador', fui convidado pela Isabela para um retiro espiritual no meio do mato. Na minha lingua isso significa acampar e não fazer nada além de sexo selvagem. Topei na hora. O 'retiro espiritual' era mesmo um retiro numa fazenda , no meio do Mato Grosso do Sul, de um tal de Urandir de Oliveira. Durante 3 dias só vi mais nerds e ripongas, nenhum Et (de verdade) sequer.  Todos no acampamento se drogavam com chá de cogumelos de Sol e ácido lisergico. Urandir fazia truques de mágica e inventava estórias de civilizações extraterrestres para ludibriar os bobos a darem dinheiro. O safado chegava a vender terreno em Marte, capacete anti-poder da mente( feito com papel alumínio) e coisas do tipo.

 No quinto dia, Urandir nos disse que enfim íamos ver um ET. Naquela noite saímos em bando pelo mato adentro. Na pressa acabei me perdendo do grupo. No meio do bosque, vi de longe uma fogueira e fui até ela. Aproveitei para descansar um pouco em frente ao fogo.


Notei um movimento estranho em um arbusto ali perto, fui ver o que era. Para meu espanto vi  um ser cinza, da altura de um anão, de olhos arregalados, como nas descrições dos Greys. Ele estava de cócoras e fazia sons estranhos, como se fizesse força. Me aproximei sem ele ver e senti um cheiro horroroso, como de bosta. Mas vacilei ( pisei num galho); ele me viu e apontou seu cabeção na minha direção. Com minha habilidades de torcedor de organizada passei-lhe uma rasteira, fazendo o bicho cair. Vai que ele usa seu poder para estourar meus miolos( como eu ja tinha lido na Dragão Brasil)?! O ET rolou para o lado mas se levantou rápido e correu em direção a fogueira. Eu peguei  uma pedra e atirei; acertei bem em cheio no cabeção! A criatura caiu no fogo e começou a derreter, fedendo a plástico queimado.

O alien, pegando fogo, começou a rolar no chão e a gritar muito. Devia estar pedindo apoio de seus aliados. Sai logo dali e fui atrás de Urandir para contar meu relato.

Estava tão afobado que cheguei arrombando a porta do escritório do Urandir( que vivia trancada). O que vi gelou minha espinha, mais até que o contato imediato com o ET: na sala rolava uma suruba com várias pessoas do projeto (fantasiados de Princesa Amidala, Dart Veider, Fofão, Spock e etc.). Isabela também estava lá; de quatro, era duplamente penetrada por dois anões.

Meretriz! Em 6 meses de investidas minhas eu não consegui nada e você dá pra esse cara! Sai com muito ódio daquele lugar; prometi retornar para me vingar.

Na estrada passei por uma multidão em volta de uma ambulância que acudia um anão, o qual estava todo queimado e sujo de fezes. Logo após, fui interceptado por uma Saveiro Summer ano 1997 na cor branca com detalhes em azul . Dentro estava Pastor Eli que me ofereceu carona alertando sobre os perigos daquela região cheia de satanistas denominados 'ufólogos' que evocam humanóides( seres de outro mundo). Contei-lhe minha história e ele prometeu me ajudar. Dois dias depois, aquele antro de satanás havia sido destruido pelo fogo consumidor da justiça divina, devido a fé do pastor Eli e a minha determinação evangélica. Isabela ficou deformada pelo incêndio. Urandir escapou com ajuda dos alienígenas .

Me tornei fiel vinzimista , agora estou casado com uma bela varoa cristã , feliz e com 11 filhos.

A paz do Senhor de Israel!

5 comentários:

Anonymous disse...

Oh, Glória

Anonymous disse...

Artigo dos mais ungidos do blog!

Anonymous disse...

Nossa! Se esta história fora verdadeira, tudo que existe no universo e até o próprio deus, é um grande aficcionado pela comédia. Pois desde o modo de falar até os fatos ocorridos, são uma grande palhaçada.Vou nem comentar sobre o dono do relato..¬¬

grand chase na ceduc disse...

QUER DIZER ENTAO QUE VOCE E O PASTOR QUEIMARAM A AREA DO ACAMPAMENTO NÉ INTERESSANTE...

Anônimo disse...

Melhor blog do mundo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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